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Arthur Bispo do Rosário

Arthur Bispo do Rosario era esquizofrênico paranóide e viveu internado 50 anos em um hospital psiquiátrico (Colônia Juliano Moreira – Rio de Janeiro). Em seu surto, recebeu a missão de recriar o universo para apresentar a Deus no dia do Juízo Final.

Recolheu objetos dos restos da sociedade de consumo como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparou esses objetos com preocupações estéticas, onde percebemos características dos conceitos das vanguardas artísticas e das produções elaboradas a partir de 1960.

Utiliza a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipula signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados. Inserido em um contexto excludente, Bispo dribla as instituições todo tempo. A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira.



Escrito por alexoliver às 14h07
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Museu de Imagens do Inconsciente

Em 20 de maio de 1952 foi inaugurado o Museu de Imagens do Inconsciente, diretamente vinculado aos ateliês de pintura e modelagem da sessão de Terapêutica Ocupacional criada por Nise da Silveira. A produção desses ateliês foi tão abundante e revelou-se de tão grande interesse científico e utilidade no tratamento psiquiátrico que pintura e modelagem assumiram posição peculiar. Daí nasceu a idéia de organizar-se um museu que reunisse as obras criadas nesses setores de atividades a fim de oferecer ao pesquisador condições para o estudo de imagens e símbolos para o acompanhamento da evolução de casos clínicos através da produção plástica espontânea.

"Qual seria o lugar da terapêutica ocupacional no meio do arsenal constituído pelos choques elétricos que determinam convulsões, pelo coma insulínico, pela psicocirurgia, pelos psicotrópicos que aprisionam o indivíduo numa camisa de força química? Um método que utilizava como agentes terapêuticos pintura, modelagem, música, trabalhos artesanais, logicamente seria julgado ingênuo e quase inócuo. Valeria, quando muito, para distrair os internados ou para torná-los produtivos em relação à economia dos hospitais. Por que a terapêutica ocupacional, adequadamente orientada, não teria um papel a desempenhar no tratamento de esquizofrênicos, como modalidade de psicoterapia? Este método, se utilizado com intenção psicoterápica, seria mesmo o mais viável para aplicação individualizada nos hospitais públicos sempre superpovoados."
Nise da Silveira





Escrito por alexoliver às 13h45
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Casa das palmeiras

Precedendo a formação do Grupo de Estudos C. G. Jung e do Museu de Imagens do Inconsciente, Nise criou a Casa das Palmeiras no início da década de 1950. Esta instituição foi criada para servir de ponte entre o Hospital Psiquiátrico e a Sociedade, e foi, sem dúvida, o protótipo dos Hospitais Dia de hoje. Pacientes eram enviados para lá às tardes e então participavam da terapia ocupacional que envolvia várias atividades. Os pacientes em acompanhamento externo continuavam sua medicação na Casa das Palmeiras, e os que não tinham acompanhamento externo eram medicados por psiquiatras voluntários que lá trabalhavam. A Casa das Palmeiras foi um dos símbolos do movimento da psiquiatria social no Brasil, e talvez por isso, Robert Laing e Franco Basaglia tenham ficado tão entusiasmados e impressionados ao visita-la.

Escrito por alexoliver às 20h35
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Relação de Nise da Silveira com Jung

A médica chegou a se corresponder com o renomado psicanalista suíço Carl Gustav Jung. "A doutora Nise mandou uma carta para Jung em 1954 com fotos dos desenhos do pacientes para saber se eram mandalas, o ponto central do estudo dele. Ele respondeu que sim", lembra a psicóloga e coordenadora dos projetos do Museu de Imagens do Inconsciente, Gladys Schincariol.

A partir deste contato, Nise da Silveira resolveu criar o Grupo de Estudos C.G. Jung, com o intuito de pesquisar a terapia ocupacional e a importância das imagens para os esquizofrênicos.

A palavra sânscrita mandala significa círculo, no sentido ordinário dessa palavra. Na esfera das práticas religiosas e em psicologia refere-se a imagens circulares que são desenhadas, pintadas, modeladas e dançadas.
Como fenômeno psicológico aparecem espontaneamente em sonhos, em certas situações de conflito e em casos de esquizofrenia. Freqüentemente contém uma quaternidade, ou múltiplo de quatro sob a forma de cruz, estrela, quadrado ou octógono etc.
Sua ocorrência espontânea na produção de indivíduos contemporâneos permite à pesquisa psicológica fazer investigações sobre sua significação funcional. Em regra, a mandala ocorre em situações de dissociação ou desorientação psíquica.
Esquizo, no grego quer dizer separado, partido, mas volta e meia apareciam círculos nos desenhos.

Escrito por alexoliver às 20h18
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Influência de Nise da Silveira na Arterapia.

té a década de 50, aplicar choques elétricos, fazer lobotomia, internar pacientes à revelia e confiná-los em ambientes inóspitos, eram práticas do cotidiano da psiquiatria brasileira, para o tratamento de doentes mentais.

Há um século - que se completou no mês passado, no dia 5 de fevereiro - nascia uma mulher em Maceió (Alagoas) que mudaria radicalmente a maneira de lidar com a esquizofrenia no país. Inconformada com o sofrimento que os tratamentos em voga na época provocavam nas pessoas, já submetidas ao fardo da doença, do preconceito e da marginalidade, a psiquiatra Nise da Silveira conseguiu mostrar que existia maneira mais simples e eficaz de melhorar o quadro mental dos pacientes, criando um novo conceito de terapia ocupacional.

A terapia ocupacional, que até então consistia em ocupar (como o nome sugere) de qualquer maneira o paciente, foi transformada por Nise em um método em que o doente materializa o problema artisticamente com desenhos, cores e formas, ou com alguma tarefa que o faça sentir-se centrado e útil. O resultado? Os pacientes se sentem aliviados de suas angústias, os médicos conseguem compreendê-los e conhecê-los melhor, e o tratamento com remédios ganha um poderoso aliado. Deu tão certo, que na década de 60 a terapia ocupacional passou a ser reconhecida oficialmente como tratamento médico.

Nise da Silveira morreu em 1999 deixando não só suas idéias avançadas, mas um legado de instituições e projetos que deram certo. Em 1946, dez anos depois de ser presa como comunista, criou a pioneira "Seção de Terapêutica Ocupacional" no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro (atual Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira). Em 1952, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente (também no Rio), que reúne obras produzidas nos ateliês inicialmente criados pela psiquiatra. O museu funciona até hoje e é um grande acervo de arte com cerca de 350 mil obras entre pinturas desenhos e gravuras, constituindo uma das maiores e mais diferenciadas coleções do gênero no mundo.

Artistas plásticos com reconhecido talento - cujas obras já participaram de exposições como a Mostra do Redescobrimento (mega evento artístico em homenagem aos 500 anos do Brasil) - estão entre os pacientes com trabalhos no acervo do museu, como Fernando Diniz, Adelina Gomes, Emygdio de Barros, Carlos Pertuis, Raphael Domingues e Arthur Amora.


Escrito por alexoliver às 21h29
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Rebelde com causa

E foi quando não apertou o botão do eletrochoque que Nise da Silveira começou – com sua rebeldia - uma revolução. Mudou de forma definitiva o tratamento psiquiátrico que se fazia no Brasil da década de 40 – e influenciou a psiquiatria do país até os dias de hoje.

Fez da até então secundária e subalterna terapia ocupacional vedete. Apostava que as atividades artísticas não eram simplesmente passatempo, mas tratamento de fato. Acabaram sendo a sua ferramenta para conhecer, estudar e tratar os, usando expressão de que ela gostava, “inumeráveis estados do ser”.

Era rígida em alguns pontos do trabalho que desempenhava: primeiro, o tratamento das pessoas com doença mental precisava ser feito com carinho, entendendo o paciente como um ser humano – com suas sensibilidades, fraquezas, necessidades - e tratando dele com o respeito necessário. Quem estivesse por perto tinha que usar do mesmo afeto para cuidar dos doentes mentais – ou virava desafeto.

Segundo ela, terapia ocupacional não podia ser entendida como mera ocupação. Mais do que pinturas, desenhos ou arte, enxergava naqueles trabalhos testemunhos e expressões que possibilitariam o conhecimento mais profundo do universo das pessoas esquizofrênicas. Essas manifestações, as obras resultantes, permitiam penetrar no mundo interno daquelas pessoas – por isso não podiam ser vendidas ou desagregadas. Dinheiro nenhum pagava aquelas expressões e a análise que elas permitiam das angústias humanas.

Fundou duas instituições que refletiam o pioneirismo de sua metodologia e de suas convicções: o Museu de Imagens do Inconsciente e a Casa das Palmeiras. Tão revolucionárias quanto Nise, as entidades ainda hoje são referência no tratamento psiquiátrico brasileiro.


Escrito por alexoliver às 21h27
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Depoimento

Meu nome é Elena Sales, tenho 49 anos e sou aluna da Oficina de Pintura do Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmanne e este é um pequeno relato do que a arte da pintura fez na minha vida.

Há nove anos atrás fui fazer uma cirurgia simples e devido a um erro médico tive um derrame cerebral e um AVC. Meu lado esquerdo paralisou e minha vida mudou completamente. Descobri que seria deficiente para o resto da minha vida. Fiquei dois meses sem poder andar e desde então faço fisioterapia três vezes por semana e tomo muitas medicações. O dano foi grande na coordenação motora e desde então só posso usar a mão direita, tenho que vestir calcas de elástico e sapatos sem cadarços.

Entrei com uma ação contra o medico que me prejudicou e depois de cinco anos sem nenhum resultado descobri que meu advogado estava apenas me enrolando e não tinha feito nada. Fui lesada duas vezes, pelo medico e pelo advogado.

Ainda tentei me aposentar mas meu pedido foi negado então entrei em uma depressão profunda. Comecei a fazer terapia e minha terapeuta sugeriu uma terapia ocupacional.

Entrei em um grupo de terceira idade e algumas pessoas disseram que faziam aulas de pintura no Centro cultural. Eu sempre fui aquela pessoa que dizia não saber desenhar, não tinha noção nenhuma de luz e sombra. Comecei a pintar com revistas mas achava muito difícil misturar as tintas, combinar as cores.

Entrei na fila de espera para uma vaga e logo o professor me chamou. Fiquei meio apreensiva e lembro muito bem do meu primeiro quadro que chamava-se “ Lembranças da Infância”, fiquei um mês trabalhando naquela pintura e não imaginam a minha emoção quando assinei aquela tela. Minha vida mudou, tudo que via queria fotografar para pintar, comecei a observar o céu e a beleza das cores da natureza.

Com a ajuda do professor percebi que não era difícil e que eu podia pintar muitas coisas. Gostaria de ser mais jovem para me dedicar mais a arte em geral que hoje tanto me encanta. Queria fazer mais cursos e aprender mais e mais.

No mês passado o professor propôs um concurso de pintura e meu quadro foi selecionado para a exposição. Fiquei muito feliz, me senti especial no dia da Vernissage quando vi meu quadro exposto junto com os dos meus amigos, senti que posso muito ainda.

Hoje só quero pintar o dia todo, fico brava quando o telefone toca e tenho que parar. Não quer nem pensar que no final do ano a oficina vai acabar.

Eu que chorava muito hoje estou psicologicamente forte, sem eu perceber a pintura estava trabalhando no meu subconsciente de uma forma terapêutica.

Segunda feira é o dia mais feliz para mim porque tenho minha aula de pintura onde expresso minha sensibilidade, encontro meus amigos e sou muito feliz. Que este relatório seja útil para pessoas que também estão com problemas e precisam de uma terapia alternativa. A cores invadem nossa vida e mostram o quanto a vida é bela.



Escrito por alexoliver às 00h21
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Benefícios da Psicoarte:
Exercitar a tranqüilidade e a concentração.
Aumento da criatividade e senso estético.
Aumento da auto-estima.
Restituidora do equilíbrio emocional.
Este trabalho favorece a desinibição das pessoas e também para que elas utilizem seus sentimentos para o autoconhecimento levando-as a uma sensação de integração com o mundo.
Melhora a comunicação consigo mesmo e com o outro.
O cliente se torna independente do terapeuta, pois, é ativo nas sessões.
Favorece a busca da harmonia.
Aumenta a espontaneidade.
Treinar a coordenação motora.
Ativa o bom humor.
Ativa a motivação.
Ativa a curiosidade.
Desenvolver a sensação de ser produtivo e bem estar com a percepção de sua capacidade em criar objetos esteticamente desejáveis.

É necessário ter dons artísticos para fazer psicoarte?
Não. O importante é ser aquilo que se é.
Porém, na arte-terapia, podem surgir talentos entre os participantes, mesmo que esse não seja o objetivo principal do trabalho.
O importante é apreciar o processo de produzir arte, pois o objeto artístico é conseqüência. A produção artística é um ganho secundário.



Escrito por alexoliver às 21h23
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Ola pessoal:

Aqui vai mais um texto de Psicoarte

Porque é importante desenvolver a criatividade

http://www.arteterapia.hpgvip.ig.com.br/criatividade.html

Volte sempre.... toda semana tem novidades...

A. OLiver



Escrito por alexoliver às 19h50
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Porque da arteterapia

Muitas vezes as palavras não são suficientes para expressar as emoções, os sonhos, os desejos e até mesmo os conflitos.

A arte, na arteterapia, facilita a comunicação e a expressão do que está na nossa mente, uma vez que é concreta e se manifesta em símbolos.

A arte é uma prática útil para compreender o inconsciente por ser um veículo facilitador do autoconhecimento. Experiencias pessoais intensas podem ser externalizadas através da arte, que por ser prazerosa facilita a compreensão do que está na mente.

O objetivo da arte é o de expressar as emoções, trazendo o seu significado para o mundo externo da compreensão.



Escrito por alexoliver às 19h43
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http://www.jornaldamadeira.pt/not2005.php?Seccao=10&id=46219&sup=0&sdata=

Escrito por alexoliver às 16h01
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http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0149&area=d15&subarea=d15H

Escrito por alexoliver às 15h57
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http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0187&area=d15&subarea=d15H

Escrito por alexoliver às 15h56
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http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0152&area=d15&subarea=d15H

Escrito por alexoliver às 15h39
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Pessoal achei mais alguns textos sobre arte e psicologia.

Psicoterapia e arte .

http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0152&area=d15&subarea=d15H

 



Escrito por alexoliver às 15h39
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